O Centro de Triagem de Animais Silvestres (Cetas) de Barueri recebeu, pela primeira vez, um grupo de aproximadamente 53 salamandras axolotes. Os animais foram encaminhados por determinação judicial a um empreendimento de fauna autorizado para o manejo de espécies silvestres. A informação foi divulgada em 23 de setembro de 2026 pela Prefeitura de Barueri.
Do total recebido, 46 exemplares eram adultos e aproximadamente sete estavam em estado larval. A data exata da chegada dos animais ao Cetas não foi informada na publicação oficial. O caso chamou atenção por envolver uma espécie exótica no Brasil e por reforçar a necessidade de cuidados na aquisição e na manutenção de animais que dependem de condições específicas de manejo.
Cetas recebe axolotes pela primeira vez
O Cetas de Barueri atua no acolhimento, tratamento, reabilitação e destinação de animais silvestres. A unidade recebe espécies feridas, debilitadas ou vítimas de maus-tratos e do tráfico ilegal, além de animais encontrados em áreas urbanas que precisam ser resgatados e encaminhados para atendimento especializado.
No caso dos axolotes, a destinação foi feita para um empreendimento de fauna autorizado, responsável pelo manejo de espécies silvestres. A medida ocorreu por determinação judicial, conforme as informações divulgadas pelo município. O encaminhamento para uma estrutura autorizada busca garantir que os animais permaneçam sob cuidados compatíveis com as exigências de sua espécie.
Espécie exótica é originária do México
O axolote é uma salamandra originária do México. Uma de suas características mais conhecidas é a permanência de traços larvais aquáticos durante toda a vida, incluindo as brânquias externas. A espécie também é reconhecida pela capacidade de regenerar partes do corpo, aspecto que contribuiu para seu destaque na ciência e entre pessoas interessadas em animais exóticos.
Apesar da popularidade, o axolote exige condições específicas de criação e não deve ser tratado como um animal de fácil manutenção. Temperatura, qualidade da água, alimentação e espaço adequado fazem parte dos cuidados necessários. De acordo com a Prefeitura de Barueri, a espécie está severamente ameaçada de extinção em sua região de origem, o que amplia a importância de combater práticas que possam estimular sua retirada irregular da natureza ou o comércio sem controle.
A presença dos animais no Cetas também evidencia que a compra de espécies exóticas precisa ser precedida por informação e verificação. Antes de adquirir um animal, o interessado deve conferir se a comercialização é permitida, se o estabelecimento está autorizado e se há documentação que comprove a origem regular do exemplar.
Prefeitura alerta contra compra irregular
A Secretaria de Recursos Naturais e Meio Ambiente de Barueri alerta que a aquisição de animais sem procedência, sem nota fiscal ou fora de estabelecimentos autorizados pode contribuir para o comércio ilegal. Além de favorecer práticas clandestinas, a compra irregular pode causar problemas relacionados à saúde, ao manejo, à reprodução e ao bem-estar dos animais.
A ausência de orientação adequada também pode levar à manutenção dos exemplares em ambientes incompatíveis com suas necessidades. Em situações de abandono, maus-tratos ou impossibilidade de permanência com o tutor, o animal pode precisar ser resgatado e encaminhado a serviços especializados, como o Cetas.
Para moradores de Barueri e da região de Alphaville, a recomendação é buscar informações antes de qualquer aquisição e desconfiar de ofertas sem documentação ou com origem não comprovada. A nota fiscal e os registros exigidos para a espécie são instrumentos importantes para demonstrar que o animal foi obtido por meio regular.
Como denunciar crimes ambientais
Denúncias de crimes ambientais e maus-tratos podem ser feitas à Guarda Ambiental de Barueri pelo telefone (11) 4199-1400. O canal pode ser utilizado para comunicar situações envolvendo tráfico, abandono, criação irregular ou condições inadequadas de manutenção de animais, conforme a orientação divulgada pelo município.
O trabalho de triagem e destinação realizado em Barueri integra as ações de atendimento à fauna silvestre na região. Ao receber animais que precisam de cuidados, a estrutura contribui para reduzir riscos à saúde e ao bem-estar dos exemplares, além de apoiar o encaminhamento para locais autorizados. O caso dos 53 axolotes reforça que a responsabilidade começa antes da compra e depende da origem legal, da documentação e da capacidade de oferecer o manejo adequado.