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Academia da Notícia > Blog > Notícias > Empresas crescem mas seguem no improviso: Entenda o que falta
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Empresas crescem mas seguem no improviso: Entenda o que falta

Diego Rodríguez
Diego Rodríguez 20 de julho de 2026
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Dalmi Fernandes Defanti Junior
Dalmi Fernandes Defanti Junior
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Empresas que dobram de tamanho em poucos anos costumam comemorar o crescimento antes de perceber que a operação não acompanhou o ritmo. Dalmi Fernandes Defanti Junior, sendo fundador da gráfica Print, alude que esse descompasso é mais comum do que parece: o faturamento sobe, mas as decisões continuam sendo tomadas do mesmo jeito informal do começo.

Contents
Por que empresas em crescimento continuam presas à informalidade?A ausência de processos que trava a operaçãoPor que a liderança vira reativa quando a empresa cresce rápido?Falta de planejamento operacional cobra a conta depoisO que muda quando a estrutura acompanha o crescimento

Isto posto, o problema aparece de formas parecidas em setores diferentes: informalidade nas decisões, ausência de processos documentados, liderança que só reage a crises e falta de planejamento operacional. Com isso em mente, continue a leitura para entender por que esses sinais aparecem justamente quando o negócio deveria estar mais organizado, e o que fazer para reverter esse quadro.

Por que empresas em crescimento continuam presas à informalidade?

A informalidade nasce como vantagem: no início, decidir rápido e sem burocracia é o que permite à empresa crescer sem travar. O problema é que esse hábito raramente é revisto. Conforme o negócio ganha funcionários, filiais ou clientes, decisões que cabiam numa conversa passam a exigir critério registrado, e a ausência desse critério vira gargalo.

Assim, quando o negócio multiplica o número de pessoas e de áreas, o que funcionava com dez pessoas na sala vira um labirinto com cem, cada uma resolvendo o mesmo problema à sua maneira. De acordo com Dalmi Fernandes Defanti Junior, o risco não está na informalidade em si, mas na velocidade com que ela deixa de acompanhar o tamanho da empresa.

Isto posto, o sintoma mais claro dessa fase é a empresa continuar dependendo da memória de poucas pessoas para funcionar. Quando alguém-chave sai de férias ou muda de área, processos inteiros travam, porque nunca foram escritos, apenas repetidos de boca em boca.

A ausência de processos que trava a operação

Dalmi Fernandes Defanti Junior reforça que, sem processos definidos, cada equipe resolve o mesmo tipo de problema de um jeito diferente, o que gera inconsistência para o cliente e desgaste interno. Dessa maneira, os sinais mais comuns de empresas que cresceram sem estruturar a própria operação incluem:

  • Decisões importantes tomadas sem critério registrado, caso a caso;
  • Retrabalho constante por falta de padrão entre times;
  • Dependência de uma ou duas pessoas que sabem como as coisas realmente funcionam;
  • Perda de histórico e de contexto quando alguém sai da empresa.
Dalmi Fernandes Defanti Junior
Dalmi Fernandes Defanti Junior

Aliás, nenhum desses pontos aparece do dia para a noite. Eles se acumulam enquanto a empresa está ocupada demais crescendo para parar e organizar o que já não cabe mais na cabeça de uma só pessoa. Enquanto esses sinais persistem, o crescimento continua sendo administrado por reflexo, não por método. Ainda dá para sustentar isso por um tempo, mas o preço aparece na hora em que a demanda cresce mais rápido do que a capacidade de organizar internamente.

Por que a liderança vira reativa quando a empresa cresce rápido?

O crescimento acelerado costuma empurrar o líder para o “modo bombeiro”: ele passa a apenas apagar os incêndios em vez de planejar. Isso acontece porque a agenda se enche de decisões urgentes assim que a estrutura não absorve o volume novo de trabalho, e sobra pouco tempo para pensar além do dia seguinte.

O efeito colateral é que a liderança reativa contamina o restante da empresa. Se o dono só decide sob pressão, as equipes aprendem a esperar a pressão aparecer para agir, e a urgência vira cultura em vez de exceção. Reverter esse padrão exige um passo específico: separar o que é urgente de fato do que só parece urgente porque não foi planejado com antecedência. Conforme ressalta o fundador da Gráfica Print, Dalmi Fernandes Defanti Junior, sem esse filtro, a liderança segue reagindo a problemas que já poderiam ter sido evitados semanas antes.

Falta de planejamento operacional cobra a conta depois

O planejamento operacional costuma ser tratado como um luxo, algo para quando a empresa tiver tempo sobrando. Só que esse tempo raramente chega sozinho: ele precisa ser criado, com decisões deliberadas sobre o que parar de fazer no improviso. Tal como expõe Dalmi Fernandes Defanti Junior, sem planejamento, cada novo cliente ou contrato aumenta a pressão sobre a mesma estrutura improvisada, até que algo trava de vez, seja o atendimento, o financeiro ou a entrega. Nesse ponto, o custo de organizar a operação já é bem maior do que teria sido antes.

O que muda quando a estrutura acompanha o crescimento

Organizar a operação não significa engessar a empresa. Significa transformar decisões que hoje dependem de uma pessoa em critérios que qualquer time consegue seguir, mesmo quando o negócio dobra de tamanho outra vez. Esse movimento não depende de contratar uma equipe inteira de uma vez, nem de comprar um sistema caro no primeiro mês. Começa por decisões simples: registrar como as coisas são feitas, definir quem decide o quê e revisar a rotina antes que ela vire hábito difícil de mudar.

Assim, empresas que atravessam essa transição param de crescer apesar da própria estrutura e passam a crescer por causa dela. Portanto, a diferença não está em ter mais gente ou mais sistemas, está em decidir, ainda no meio da correria, que o improviso não pode ser a única forma de operar.

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