No início da tarde deste domingo, 16 de março de 2025, milhares de manifestantes tomaram a Avenida Paulista, em São Paulo, para protestar contra o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, exigindo o impeachment do mandatário. O ato também se concentrou na luta pela anistia dos presos e condenados pelos acontecimentos de 8 de janeiro de 2023, quando atos extremistas causaram tumultos em Brasília. Embora o ex-presidente Jair Bolsonaro tenha participado de um protesto em Copacabana, no Rio de Janeiro, sua ausência na manifestação paulista não impediu que o evento reunisse um grande número de pessoas dispostas a expressar seu descontentamento com o governo atual.
A manifestação em São Paulo, embora sem o apoio direto de Bolsonaro, foi organizada por líderes de movimentos sociais de direita, como o Reforma Brasil, comandado por Guilherme Sampaio. Esse movimento, que tem ganhado força no cenário político nacional, defende não apenas o impeachment de Lula, mas também a anistia dos indivíduos envolvidos nos atos de 8 de janeiro, que são vistos por parte do público como uma reação contra as decisões do governo atual e do Supremo Tribunal Federal (STF). Para os organizadores do protesto, é essencial garantir uma resposta mais firme contra o que consideram como abusos cometidos pela atual administração.
Além da exigência do impeachment, a anistia aos envolvidos nos atos de 8 de janeiro é uma das principais bandeiras dos manifestantes. Para muitos, essa medida seria uma forma de corrigir o que consideram um erro judicial, já que acreditam que os réus foram punidos de maneira exagerada. No entanto, outros enxergam essa demanda como uma tentativa de justificar os atos violentos que aconteceram naquele dia, o que tem gerado grande polarização na sociedade. A Avenida Paulista, famosa por ser palco de manifestações políticas em São Paulo, foi o cenário escolhido por esses cidadãos para dar visibilidade ao seu protesto.
O movimento também pede a destituição do ministro Alexandre de Moraes, do STF. Para os manifestantes, o ministro tem atuado de maneira autoritária em diversos processos envolvendo a política nacional, e sua permanência no cargo é vista como um obstáculo para a estabilidade política do Brasil. A crítica a Moraes reflete o sentimento de muitos que consideram que o Supremo Tribunal Federal tem se envolvido de forma excessiva nas decisões políticas, interferindo nos processos democráticos de uma forma que não condiz com seu papel constitucional. A presença de centenas de pessoas na Paulista deixou claro que essa pauta está longe de ser marginalizada.
Embora o apoio a Bolsonaro tenha sido ausente, a relação entre a manifestação e o ex-presidente não foi ignorada. A presença de líderes alinhados com o pensamento de direita e as mensagens de apoio ao ex-presidente foram evidentes em diversos cartazes e bandeiras. A figura de Bolsonaro, mesmo não estando fisicamente presente, continua a ser um símbolo para muitos dos manifestantes. Sua ausência em São Paulo, no entanto, não diminuiu o tom crítico contra o governo de Lula, que é visto por parte da população como uma continuidade do que muitos chamam de “era petista”.
É importante destacar que, enquanto a manifestação ocorria em São Paulo, outro protesto acontecia em Copacabana, no Rio de Janeiro, onde Bolsonaro estava presente e deu apoio aos participantes. Essa diferença geográfica e de apoio político reflete a divisão existente dentro do campo político brasileiro. A Avenida Paulista, tradicionalmente um espaço de resistência e protesto, foi novamente tomada por pessoas que buscam mudanças no cenário político atual, especialmente no que diz respeito ao governo do presidente Lula e ao sistema judiciário.
Ao longo do protesto, não houve grandes confrontos ou episódios de violência, mas a tensão estava palpável, com um claro sentimento de descontentamento nas ruas. Manifestantes exigiram uma mudança profunda no rumo do país, com ênfase em uma agenda de governança mais alinhada com seus valores e princípios. A Avenida Paulista, como principal via de circulação da capital paulista, novamente se tornou o palco de uma disputa política acirrada entre os diferentes grupos que buscam moldar o futuro do Brasil.
A manifestação de hoje é mais um capítulo no longo processo de polarização política que o Brasil tem vivido nos últimos anos. A insatisfação com o governo Lula e as ações do STF são apenas algumas das muitas questões que alimentam as discussões políticas em todo o país. O protesto na Avenida Paulista, ao lado de outros atos pelo Brasil, demonstra a persistente divisão ideológica e a busca por alternativas políticas que atendam aos anseios de diversos segmentos da sociedade. Enquanto isso, a política brasileira continua a ser moldada por essas intensas disputas, com cada ato e manifestação tendo o potencial de impactar o futuro político do Brasil.
Autor: George Sergei
Fonte: Assessoria de Comunicação da Saftec Digital