O motociclismo esportivo vem passando por transformações importantes, e, como destaca o engenheiro Felipe Schroeder dos Anjos, a busca por maior sustentabilidade já influencia diretamente a infraestrutura de pistas, eventos e operações logísticas. Mais do que uma tendência de imagem, essas mudanças envolvem engenharia, planejamento e investimentos para reduzir impactos ambientais sem comprometer a segurança e o desempenho das competições.
Por que o motorsport entrou no debate ambiental?
Competições de alto nível exigem deslocamento de equipes, transporte de equipamentos, consumo de combustível e grande demanda energética para transmissão e operação dos eventos. Esses fatores colocaram o motorsport no centro das discussões sobre emissões e eficiência.
Além da pressão regulatória, há também uma mudança de expectativa do público e dos patrocinadores, que passam a valorizar práticas mais responsáveis. Segundo Felipe Schroeder dos Anjos, esse novo cenário obriga organizadores e gestores de pistas a repensarem desde a matriz energética até a gestão de resíduos.
Combustíveis, energia e logística de eventos
Uma das frentes mais visíveis de mudança está relacionada ao uso de combustíveis com menor impacto ambiental e à otimização do transporte de cargas. Reduzir o número de deslocamentos, planejar rotas mais eficientes e utilizar modais mais adequados faz parte dessa estratégia.
No canteiro do evento, a geração de energia também vem sendo revista. Sistemas híbridos, com combinação de geradores, baterias e, em alguns casos, fontes renováveis, ajudam a diminuir o consumo de diesel. Essa integração de soluções exige estudos técnicos detalhados para garantir estabilidade elétrica durante as competições.
Infraestrutura de pistas e redução de impacto ambiental
A própria construção e manutenção dos circuitos passaram a considerar critérios ambientais mais rigorosos. Sistemas de drenagem que evitam contaminação do solo, reaproveitamento de água e materiais de pavimentação mais duráveis fazem parte dos novos projetos.
Além disso, áreas verdes ao redor dos autódromos ajudam a reduzir ruídos e a integrar o empreendimento ao entorno urbano ou rural. Felipe Schroeder dos Anjos elucida que a engenharia de pistas precisa hoje equilibrar desempenho esportivo com responsabilidade ambiental.
Gestão de resíduos e economia circular nos eventos
Eventos de grande porte geram volumes significativos de resíduos, desde embalagens até peças técnicas, informa Felipe Schroeder dos Anjos. Programas de coleta seletiva, reciclagem e destinação correta passaram a ser incorporados às rotinas operacionais de muitos campeonatos.
Algumas organizações também trabalham com fornecedores para reduzir embalagens e reutilizar materiais sempre que possível. A adoção de práticas de economia circular no motorsport contribui para reduzir custos e melhorar a imagem ambiental dos eventos.
Tecnologias que estão chegando às competições
Além das mudanças estruturais, novas tecnologias também fazem parte do movimento de sustentabilidade, por exemplo, o uso de sistemas de monitoramento energético, controle inteligente de iluminação e equipamentos mais eficientes ajudam a reduzir o consumo durante as provas.

Em alguns circuitos, projetos-piloto incluem painéis solares para suprir parte da demanda elétrica em áreas administrativas e de apoio. Conforme frisa o engenheiro, Felipe Schroeder dos Anjos, essas soluções ainda não substituem totalmente as fontes tradicionais, mas representam avanços importantes no planejamento de longo prazo.
O papel da engenharia na transição sustentável
A adoção de práticas sustentáveis não acontece sem análise técnica, ressalta Felipe Schroeder dos Anjos. Estudos de viabilidade, simulações de carga elétrica, avaliação de impacto ambiental e planejamento logístico são etapas fundamentais para implementar mudanças de forma segura.
A engenharia tem papel central nesse processo, pois é responsável por garantir que as soluções adotadas realmente funcionem na prática e não comprometam a operação dos eventos.
Desafios técnicos e financeiros da transição
Embora haja benefícios ambientais e de imagem, a implementação de novas tecnologias e sistemas exige investimentos e ajustes operacionais. Nem todos os circuitos possuem recursos ou infraestrutura básica para adotar soluções avançadas de imediato.
Além disso, eventos temporários enfrentam limitações maiores para instalar sistemas permanentes. Tal como evidencia o engenheiro, Felipe Schroeder dos Anjos, por isso muitas mudanças acontecem de forma gradual, priorizando intervenções com melhor custo-benefício.
Sustentabilidade como critério de competitividade entre circuitos
Com campeonatos cada vez mais atentos às exigências ambientais, pistas que investem em infraestrutura sustentável tendem a se tornar mais atrativas para sediar eventos internacionais. Isso gera impacto direto no turismo e na economia local. Assim como aponta Felipe Schroeder dos Anjos, atender a esses novos critérios pode ser decisivo para a permanência de determinados autódromos nos calendários esportivos.
Reflexos para outras áreas da engenharia
As soluções testadas em grandes eventos esportivos frequentemente acabam sendo adaptadas para outros setores, como obras, indústrias e eventos corporativos. Sistemas de energia híbrida e gestão eficiente de recursos são exemplos de tecnologias que ganham escala em diferentes aplicações.
Conforme frisa o engenheiro, Felipe Schroeder dos Anjos, o motorsport funciona como um laboratório para inovações que depois podem ser aplicadas em projetos de infraestrutura mais amplos.
Caminho sem volta para o esporte e para a engenharia
A integração entre desempenho esportivo e responsabilidade ambiental tende a se intensificar nos próximos anos. Pistas, equipes e organizadores que se adaptarem mais rapidamente estarão melhor posicionados para atender às novas demandas do mercado e da sociedade.
Felipe Schroeder dos Anjos considera e resume que a sustentabilidade deixou de ser um diferencial e passou a ser parte do planejamento estratégico da infraestrutura esportiva, influenciando decisões técnicas e investimentos de longo prazo.
Autor: George Sergei
