Segundo Paulo Roberto Gomes Fernandes, em maio de 2014, enquanto o setor de petróleo e gás voltava seus olhos para a produção do pré-sal, a Liderroll já operava com foco na internacionalização e na modernização da malha dutoviária mundial. Com um escritório de apoio em Houston e patentes em fase final de reconhecimento no Canadá e na Rússia, a empresa utilizou a OTC para pautar debates fundamentais junto a órgãos como a ANP (Agência Nacional de Petróleo), propondo a superação de métodos construtivos de 70 anos em favor de tecnologias mais eficientes e duradouras.
A visão do duto aparente e a eficiência logística
Um dos grandes diferenciais apontados por Paulo Roberto Gomes Fernandes, executivo da empresa Liderroll Indústria e Comércio de Suportes, foi a construção de estruturas de dutos aparentes. A proposta, apresentada à ANP, visava quebrar o paradigma das valas enterradas, oferecendo:
- Facilidade de manutenção: acesso direto para fiscalização permanente e monitoramento de corrosão;
- Extensão da vida útil: projetos desenhados para 25 anos poderiam ter sua durabilidade significativamente ampliada;
- Redução de custos e prazos: eliminação de escavações complexas em terrenos desafiadores.
Liderroll como embaixadora do Brasil em Calgary
Como elucida Paulo Roberto Gomes Fernandes, diante da ausência institucional de órgãos brasileiros em eventos internacionais de infraestrutura, a Liderroll não apenas assumiu o papel de protagonista, mas também se destacou como uma referência no setor. Na feira de pipelines de Calgary, no Canadá, a empresa estabeleceu o Pavilhão Brasil, que funcionou como um hub estratégico para atrair investidores estrangeiros e promover a tecnologia nacional.

Essa proatividade foi decisiva para aproximar a tecnologia brasileira de gigantes do setor, como a Enbridge e a TransCanada. Além disso, abriu diálogos significativos com a Gazprom na Rússia, onde a patente da inovadora tecnologia de lançamento em ambientes confinados já havia sido conquistada, consolidando ainda mais a presença da Liderroll no cenário internacional.
Como a abertura do escritório em Houston impulsionou a expansão da Liderroll na América do Norte em 2014?
A cronologia da expansão internacional da Liderroll em 2014 revela um planejamento estratégico robusto, iniciado com a consolidação de seu escritório operacional em Houston (EUA), que serviu como base de apoio fundamental para projetos em toda a América do Norte. No Canadá, a empresa focou na homologação de patentes voltadas para gasodutos transcontinentais de gigantes como Enbridge e TransCanada, enquanto na Rússia a concessão da patente definitiva abriu portas para a participação direta nos dutos de exportação da Gazprom para a China.
Paralelamente, no Brasil, a Liderroll manteve uma postura de consultoria proativa junto à ANP. Ela propunha uma mudança de paradigma com a adoção de dutos aparentes para modernizar a malha nacional. Isso provava que sua visão de mercado conciliava a liderança externa com o desenvolvimento tecnológico interno.
O alicerce para projetos estratégicos (Keystone e Gazprom)
Em 2014, Paulo Roberto Gomes Fernandes já antecipava que a tecnologia da Liderroll seria a chave para resolver os dilemas ambientais de projetos como o Keystone XL nos EUA e os gasodutos da Gazprom para a China. Ao permitir que a soldagem fosse feita externamente aos túneis, a tecnologia brasileira oferecia a segurança necessária para atravessar áreas sensíveis.
Paulo Roberto Gomes Fernandes, executivo da empresa Liderroll Indústria e Comércio de Suportes, resume que o que vemos em 2026 (com a Liderroll liderando obras na Linha 5 e em projetos asiáticos) é o resultado direto dessa visão estratégica plantada há mais de uma década. A empresa não apenas exportou equipamentos, mas exportou um novo conceito de engenharia que prioriza a soberania energética sem comprometer a integridade ambiental.
Autor: Diego Rodríguez Velázquez
