O Dia Nacional de Combate e Prevenção à Trombose, lembrado em 16 de setembro, reforça a importância do movimento, da prevenção e da atenção aos sinais do problema.
A trombose voltou ao centro das atenções nesta quarta-feira (16), data marcada no calendário do Ministério da Saúde como o Dia Nacional de Combate e Prevenção à Trombose. O tema ganha importância para quem passa muitas horas sentado, trabalha em frente ao computador, enfrenta períodos prolongados de imobilidade ou está retomando uma rotina de exercícios. Embora a trombose tenha diferentes fatores de risco, a falta de movimento por longos períodos é um dos aspectos que podem favorecer o problema.
A doença ocorre quando um coágulo se forma dentro de um vaso sanguíneo, podendo bloquear parcialmente ou totalmente a circulação. Na trombose venosa profunda, uma das formas mais conhecidas, o coágulo costuma aparecer em veias profundas das pernas ou das coxas. O problema exige atenção porque, em determinadas situações, o coágulo pode se deslocar e provocar complicações graves.
Para quem busca uma vida mais saudável, a data também levanta uma dúvida prática: quanto o movimento cotidiano pode ajudar na prevenção da trombose? A resposta passa por hábitos simples, mas não significa que exercício físico sozinho elimine o risco. O histórico de saúde, idade, obesidade, tabagismo, gravidez, determinados tratamentos, cirurgias e períodos prolongados de imobilidade também precisam ser considerados.
Por que ficar muito tempo sentado preocupa a circulação?
Permanecer sentado ou deitado durante períodos prolongados reduz a movimentação das pernas e pode favorecer problemas relacionados à circulação venosa. O Ministério da Saúde inclui a falta de movimento por muito tempo entre as situações associadas à trombose e recomenda manter-se ativo dentro das possibilidades de cada pessoa. Isso é especialmente relevante para quem passa grande parte do dia trabalhando sentado ou permanece longos períodos em viagens.
O sedentarismo, porém, não deve ser confundido com a prática insuficiente de exercícios. Uma pessoa pode frequentar uma academia algumas vezes por semana e ainda passar muitas horas consecutivas sentada no restante do dia. Por isso, além do treino programado, movimentar-se ao longo da rotina é uma estratégia importante para manter hábitos mais ativos e reduzir o tempo contínuo de inatividade.
Essa preocupação se encaixa em uma visão mais ampla de saúde pública. O próprio Ministério da Saúde destaca que a atividade física regular está associada à melhora da qualidade de vida e à prevenção de diferentes doenças crônicas, além de contribuir para o controle do peso, da pressão arterial, do sono e da saúde mental. A recomendação oficial é começar de maneira gradual e, quando possível, alcançar pelo menos 150 minutos de atividade física por semana.
Isso não significa que uma pessoa deva iniciar exercícios intensos por conta própria para tentar prevenir trombose. Caminhadas e outras atividades podem fazer parte de uma rotina saudável, mas o nível adequado de exercício depende das condições individuais. Pessoas com doenças, limitações físicas, histórico de trombose ou que estejam se recuperando de procedimentos médicos devem receber orientação da equipe de saúde.
Quais hábitos ajudam a reduzir fatores de risco?
Uma das medidas mais acessíveis é diminuir períodos prolongados de imobilidade. Levantar-se regularmente, caminhar por alguns minutos e movimentar as pernas durante períodos longos sentado são atitudes que podem ser incorporadas à rotina. O Ministério da Saúde também recomenda exercícios regulares, controle do peso, abandono do cigarro e atenção à hidratação como parte das estratégias de prevenção.
A alimentação também entra nesse conjunto de cuidados, principalmente quando está relacionada ao controle do peso e à prevenção de doenças crônicas. Uma rotina alimentar equilibrada, combinada com atividade física adequada, contribui para uma abordagem mais ampla de saúde. O objetivo não deve ser buscar mudanças rápidas, mas construir hábitos que possam ser mantidos durante meses e anos.
Para quem frequenta academia, a principal mensagem é que o treinamento deve fazer parte de um estilo de vida ativo, e não ser encarado como uma proteção absoluta contra problemas circulatórios. Musculação, caminhada, corrida, ciclismo, natação e outras modalidades podem contribuir para o condicionamento físico, mas a escolha e a intensidade precisam respeitar a condição de cada pessoa. Em situações específicas, a orientação profissional é essencial para estabelecer uma rotina segura.
Também merece atenção quem permanece muitas horas sentado por causa do trabalho ou dos estudos. Pequenas interrupções ao longo do dia podem ajudar a combater o comportamento sedentário e tornam a rotina menos dependente de um único momento de exercício. A recomendação do Ministério da Saúde é começar devagar, aumentar gradualmente a duração e a intensidade e respeitar sinais de dor ou mal-estar.
Quais sinais exigem atenção e quando procurar ajuda?
A trombose pode apresentar sintomas, mas também pode ocorrer sem sinais evidentes. Entre as manifestações que podem aparecer estão alterações em uma das pernas, como inchaço e dor, enquanto complicações decorrentes do deslocamento de um coágulo podem provocar sintomas mais graves. Por isso, uma suspeita não deve ser tratada apenas com mudanças de hábitos ou exercícios.
O risco também varia conforme o perfil de cada pessoa. O Ministério da Saúde cita fatores como idade avançada, obesidade, histórico anterior de trombose, varizes, gravidez, alguns tratamentos hormonais, tabagismo, doenças específicas e períodos prolongados de imobilidade. Cirurgias e determinadas condições clínicas também podem elevar o risco, o que reforça a importância da avaliação individual.
A prevenção, portanto, não deve ser reduzida a uma única atitude. Manter-se fisicamente ativo, evitar longos períodos sem movimentação, cuidar da alimentação, controlar fatores de risco e manter acompanhamento de saúde formam uma estratégia mais completa. Em caso de sintomas suspeitos, especialmente quando surgem de maneira inesperada, é importante buscar atendimento médico em vez de tentar identificar ou tratar a doença sozinho.
A tendência é que a discussão sobre trombose avance cada vez mais para uma abordagem preventiva, ligada não apenas ao tratamento hospitalar, mas também aos hábitos cotidianos. Isso inclui combater o comportamento sedentário, estimular ambientes que favoreçam o movimento e ampliar a orientação da população sobre fatores de risco. Para quem busca qualidade de vida, a principal lição é que atividade física e movimento diário funcionam melhor quando fazem parte de uma rotina consistente e adaptada às necessidades individuais.
A data de 16 de setembro serve, portanto, como um lembrete para olhar além do treino da academia. Caminhar mais, interromper longos períodos sentado e cuidar de fatores como peso, alimentação e tabagismo são atitudes que podem integrar uma estratégia geral de prevenção. A atividade física não substitui avaliação médica, mas ocupa um papel importante na construção de hábitos associados a uma vida mais ativa e saudável.
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